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As Peripécias do Bóbi (parte I)

Acho que já aqui disse que, o meu Bóbi é filho de um cão – o Bóbi pai - que o meu pai tinha na oficina e de uma cadela - a nina - que abandonaram lá mas que teve um final feliz. Tanto namoraram que nasceram filhotes. E este, por ser o mais parecido com o pai, foi logo arrebatado pelo meu irmão.

 

O cão, supostamente, não era para ter vindo para casa. Mas um Inverno rigoroso e súbitos problemas de estômago, aliados ao ladrar e ganir de noite por se sentir sozinho, tornaram-se motivos mais do que suficientes para o trazer para casa. Senão a esta hora já não estava cá.

                              

 

Mas o motivo deste blog é contar-vos as aventuras e desventuras aqui do meu amiguinho.

Começo logo por dizer que ele é um ladrão de primeira. Ah, pois é!

É um cão muito calculista e observador. Quando lhe dá para o gamanço, começa a percorrer a casa toda, empoleirando-se às mesas e móveis onde ele suspeite que possa estar algo de interesse. Os objectos de eleição do meu amigo são, meias, lenços de papel, rolos de papel higiénico, garrafas de água e por fim, os bonés e gorros, para os quais dá saltos impressionantes para os tirar das cabeças!!!

Mas o hit, o grande alvo do Bóbi, são os meus chinelos! Sempre que pode… lá vai um chinelo! Pobres chinelos! Rouba-mos para eu ir atrás dele tirar-lhos. Escusado será dizer que não há chinelos que resistam…

 

Outras doidices são as fitas para comer. Acreditem ou não mas este cão tem dias que só como com garfo! Sim, como se tivesse a dar de comer a uma criança. Só que em vez da história, eu digo: “olha que o pai come!” E ele engole tudo sem fita… às vezes!

 

Agora descobriu o sabor do chocolate. Tornou-se um guloso... Consegue senti-lo a léguas! Chegou ao ponto de me tirar uma amêndoa de chocolate que estava a entrar dentro da minha boca. Não sei explicar como. Se suspeita que alguém está ou vai comer uma amêndoa, já não nos larga.

 

Mas só tem mesmo tamanho, juízo não tem nenhum. De vez em quando, dá-lhe uma coisinha má e começa a correr muito depressa por cima das camas todas. Aquilo só vendo pois é um farto-te de rir. Parece um filme com frames aceleradas.

E as moscas?! Se vir uma mosca, está tudo estragado… tem de ir apanhá-la senão não descansa! Mas se forem varejeiras, a coisa muda de figura. Transforma-se num medricas!

Houve uma vez em que ele teve tanto, mas tanto medo, que nem conseguia andar. Tive que ir buscá-lo à cozinha ao colo e trazê-lo para o meu quarto. Improvisei uma “tenda” e aí ficou horas até ter mesmo a certeza que já não havia varejeira.

 

(Continua... )